A Morte da Vovó

Há mais de três anos, lá em 2007, quando eu ainda trabalhava e morava em Cachoeiras de Macacu, não tinha feito pós-graduação e a crise mundial ainda não tinha explodido e detonado com as bolsas em tudo quanto é canto, eu criei o blog Vovó Viu a Rede. Como eu expliquei na época, criei o blog como forma de compartilhar meus estudos sobre redes de computadores, escrevendo em uma linguagem simples e fácil de ser compreendida.

Apesar de não ser um estouro de sucesso, o blog me rendeu, e ainda rende, bons elogios. Gente de tudo quanto é canto, inclusive da África, já apareceu na minha caixa de entrada com comentários positivos sobre meus artigos. Semana passada recebi, inclusive, um comentário lá no Sarcófago, do leitor Daniel Josac, pergutando o motivo de eu ter parado de escrever. Foi sua pergunta que motivou este texto aqui.

Infelizmente a vida segue rumos inesperados e as coisas não continuam pra sempre como gostaríamos. Quando vim para Niterói vi meu tempo livre diminuir consideravelmente. Horário de trabalho maior, distância de casa maior, trânsito insuportavelmente caótico e obrigações do matrimônio impedira-me de continuar estudando e escrevendo como antes.

Apesar de prazeroso, o trabalho com o Vovó Viu a Rede tomava muito tempo (ou vocês acham que escrever aqueles textos era coisa de dez, quinze minutos?). Daí, como sempre temos que fazer escolhas em nossas vidas, tive que escolher parar de escrever para o blog. Parei, inclusive, de estudar sobre redes. O livro que comprei está guardado desde então. Inicialmente, pensei que seria apenas um afastamento temporário e que com o tempo eu poderia me reorganizar e voltar a escrever, mas as coisas não saíram como eu esperava.

É uma pena, eu sei. Eu também não gostei de abandonar minha cria, que foi tão bem recebida pela comunidade de TI, mas teve que acabar. Deixo o blog no ar pois sei que ainda ajuda a muitos que procuram informações sobre o assunto, agradeço a todas pelos elogios e pela companhia, mas fica o aviso: a vovó morreu. Longa vida a ela.

O que é uma Ponte?

Ponte é um equipamento de rede que tem a função de ligar duas LANs de tecnologias diferentes, como por exemplo uma rede Ethernet com uma WiFi. A princípio isso parece uma coisa simples de se lidar, mas as coisas não mais complicadas do que parecem.

Como já vimos várias vezes aqui no Vovó Viu a Rede, as informações trafegam nas redes dentro de pacotes, e para cada tecnologia de rede, estes pacotes têm formatos diferentes, são construídos de maneiras diferentes, e são usados de maneiras diferentes. E o que acontece quando você quer colocar duas redes diferentes para conversar? A ponte tem que fazer a tradução.

E é nesta tradução que moram alguns dos grandes problemas deste trabalho. Só para ficar num exemplo, redes WiFi podem implementar a criptografia dos dados sendo transmitidos, enquanto que redes Ethernet simplesmente não têm este recurso. E a ponte, coitada, não sabe traduzir. Uma solução para este problema seria não usar a criptografia na rede WiFi, mas aí suas comunicações ficariam expostas a qualquer um que estivesse dentro de seu alcance.

Então poderia-se partir para a utilização de criptografia em camadas superiores da pilha de protocolo, que sejam independentes da tecnologia de comunicação física. Mas isso daria mais um trabalho para o pobre usuário, que teria mais uma coisa com que se preocupar em seu aplicativo.

Não está satisfeita e quer ver um outro problema que pode acontecer nestes casos de comunicação entre duas redes diferentes através de uma rede? Pois bem, imagine conectar uma rede comum, dessas que temos nos escritórios da vida, e uma outra, que esteja conectada usando cabos de fibra ótica. A coitada da rede Ethernet não vai dar conta de receber tanta informação, já que as redes de fibra ótica trabalham a taxas muito maiores.

Vovó faz Aniversário

Há pouco mais de um ano, no dia 24 de julho de 2007, animado por ter comprado um bom livro sobre redes de computadores, criei o Vovó Viu a Rede. Era uma forma de me manter focado nos estudos, ter um lugar para tentar resolver minhas dúvidas e, finalmente, poder compartilhar com outras pessoas as coisas que eu aprendia.

Passado um ano, mesmo que o blog não seja um estouro de sucesso, sei que há várias pessoas que confiam no que escrevo e que acompanham cada um dos meus artigos. Eu sei que não posto com a freqüência que seria interessante, mas isso acontece porque junto com a passagem do tempo vêm as mudanças da vida, e hoje eu já não tenho tanto tempo para estudar sobre redes e, principalmente, para escrever sobre o que aprendo.

Sim, porque escrever os artigos para o Vovó Viu a Rede me toma muito mais tempo do que apenas estudar, e ultimamente venho organizando mais o meu tempo, principalmente porque comecei a minha pós graduação e ela é uma das minhas principais prioridades, pelo menos pelos próximos 15 meses.

Ainda assim sigo em frente com este blog, pois através dele conheci um bocado de gente boa, leitoras e leitores que me procuram pelo Orkut, que me mandam mensagens de agradecimento ou com dúvidas, que deixam comentários que me fazem corar. Sei que, mesmo sem mantê-lo hiperativo, o que ganho com ele vale muito.

Então hoje, neste artigo de aniversário atrasado, gostaria de agradecer a todas vocês que acompanham o Vovó Viu a Rede, que deixam seus comentários e que entram em contato. Muito obrigado pelo apoio, pelos elogios e pelos comentários.

Este blog é para vocês.

Resultado da Promoção

Sabe aquela ajuda que pedi no último post? Pois é, não levei o prêmio. Foi por pouco, mas por pouco mesmo: se eu tivesse um votinho a mais teria ganho o livro da promoção. Mas tudo bem, tudo bem. Eu estou sempre me inscrevendo nestas promoções e mais cedo ou mais tarde acabo levando uma.

De qualquer maneira, agradeço a todas as minhas queridas leitoras que gastaram o seu tempo dando um votinho para o meu texto.

Ajude a Vovó

O site GF Soluções.NET está fazendo uma promoção para estimular a produção de textos relacionados a informática, sem serem, necessariamente, técnicos.

Eu inscrevi na promoção um dos textos aqui do Vovó Viu a Rede, que fala sobre as Redes Peer-To-Peer.

Se vocês quiserem dar uma forcinha a este escritor que se esforça para trazer um bom conteúdo para vocês, minhas queridas leitoras, peço que dêem um pulinho lá e avaliem o texto de acordo com a sua vontade.

Avaliar o texto é muito fácil: chegando lá, você vai ver que logo acima dele há cinco bolinhas, indo de fraco até bom, mais um botão Avaliar. Basta clicar na bolinha desejada e depois no botão. Simples assim.

Agradeço a todas que me ajudarem a ganhar um livro nesta promoção.

Índice de Artigos sobre Bluetooth

Este post serve como índice para todos os artigos relacionados à tecnologia Bluetooth que já publiquei aqui no Vovó Viu a Rede:

O que é Bluetooth?
Bluetooth: Pilha de Protocolos e Aplicações
Por que transmissões Bluetooth interferem em transmissões WiFi?

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Por fim, uma lembrança a todas as minhas leitoras: se você acha que o blog Vovó Viu a Rede te ajuda a aprender alguma coisa de útil e gosta de voltar sempre aqui, peço que compre alguma coisa no Submarino clicando no banner que está ali na coluna da direita ou em qualquer outro link para lá que eu postar por aqui. Fazendo assim eu ganho uma comissão e você ajuda a garantir um extra pro meu Natal.

Por que transmissões Bluetooth interferem em transmissões WiFi?


No primeiro artigo da série sobre Bluetooth eu comentei que as transmissões nesta tecnologia geram interferência em transmissões nas LAN's sem fio, do padrão IEEE 802.11, agora nós vamos ver o motivo para isso.

Pois bem, em outro artigo do Vovó Viu a Rede, que fala das ondas eletromagnéticas, falei que estas foram dividas e classificadas em várias bandas, de acordo com as suas freqüências: existem as ondas de freqüência baixa, médias, altas, ultra altas, etc e tal. A maioria destas bandas só podem ser usadas com autorização governamental, como é o caso, por exemplo, das bandas usadas pelos celulares.

Mas existem outras que não precisam de autorização para serem utilizadas, como as faixas de infravermelho que são usadas nos controles remotos de televisão. Se uma empresa consegue criar dois equipamentos que conseguem se comunicar usando estas faixas livres, tudo bem, vá lá e crie seus equipamentos e os venda, não há problema nenhum nisso. Imagine só se a Philco tivesse que pedir autorização do governo para fazer os seus pequenos controles?

Sabendo disso a minha leitora mais perspicaz já matou a charada: adivinha só quais são as duas tecnologias mais usadas para transmissão de dados sem fio que resolveram utilizar exatamente a mesma faixa livre para fazer a comunicação? Exatamente: Bluetooth e WiFi, que operam a 2,4 GHz.

Daí que, quando existem equipamentos se comunicando através do padrão IEEE 802.11 e outros se comunicando através do padrão Bluetooth, é como se houvesse uma linha cruzada entre eles. E, sendo tecnologias diferentes, de pouco adianta cada uma ter a sua própria maneira de evitar colisões se elas não têm como monitorar o tráfego uma da outra.

Existe uma variação do padrão 802.11, chamada 802.11b, que utiliza uma banda diferente - 5 GHz. Desta maneira não há interferência entre as duas tecnologias, mas esta banda usada pelo padrão 802.11b traz a desvantagem de não ter longo alcance, o que o torna inadequado para certas utilizações.

Como muitas empresas já estão adotando o WiFi em suas dependências, algumas delas já estão chegando ao ponto de proibir a utilização de equipamentos Bluetooth para evitar interferências e problemas com suas redes locais. Eu, pessoalmente, acredito que esta é uma medida radical que vai perder força com o tempo, haja vista que equipamentos Bluetooth estão se tornando cada vez mais populares.

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Leia mais:
Índice de Artigos sobre Bluetooth
O Que São Ondas Eletromagnéticas

Bluetooth: Pilha de Protocolos e Aplicações

Como já vimos em várias outras ocasiões, as pilhas de protocolos não definem exatamente como as coisas devem funcionar, mas apenas as coisas que devem ser feitas. No modelo ISO/OSI, por exemplo, a camada física é a responsável pelo transporte de bits de um lugar a outro, mas não especifica se isso tem que ser através de pulsos elétricos, sinais luminosos ou batidas de tambor.

Já no Bluetooth, a coisa funciona um pouco diferente. Este padrão tem quatro camadas de protocolos, estas aí de baixo:

Camadas de Protocolos do Bluetooth

As camadas de Aplicação, Banda-Base e Física se assemelham, respectivamente, às camadas de Aplicação, Enlace de Dados e Física do modelo ISO/OSI. Algumas delas nós veremos em mais detalhes em artigos futuros.

Já a camada de middleware é um samba do crioulo doido.

O motivo pra isso não é difícil de entender: quando esta tecnologia foi criada, definiu-se, de antemão, um conjunto finito de aplicações possíveis. É mais ou menos assim: se alguém pergunta "pra quê serve o Bluetooth?", a resposta é "bem, o Bluetooth serve pra isso, isso, isso e isso".

Só que, como eu disse, as aplicações possíveis do Bluetooth formam um conjunto finito de issos: quinze, para ser mais exato. Daí que, para cada uma destas quinze aplicações existe um protocolo diferente, e todos estão amontoados na camada de middleware.

Acontece então que esta camada, ao invés de simplesmente definir o que deve ser feito, ela tem quinze explicações diferentes de como as coisas devem ser feitas, uma para cada aplicação do Bluetooth! É ou não é um samba do crioulo doido!?

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Não vou entrar em detalhes sobre como exatamente funciona cada uma destas aplicações. Ao contrário, vamos ver cada uma delas apenas superficialmente:

Aplicação de Acesso Genérico: tem a função de controlar a ligação entre dois equipamentos que estejam se comunicando, mais ou menos o que define a camada de Rede do modelo ISO/OSI.

Aplicação de Descoberta de Serviço: como é fácil de sacar pelo nome, tem a função de descobrir os serviços que são oferecidos pelos outros equipamentos Bluetooth das proximidades.

Aplicação de Porta Serial: tem a função de fingir a existência de um cabo serial, o mesmo utilizado por teclados e mouses. Foi criada para que antigos programas pudessem ser utilizados sem necessidade de reprogramação.

Aplicação de Intercâmbio Genérico de Objetos: tem a função de controlar o transporte de dados entre equipamentos. Seu trabalho serve de infra-estrutura para as outras aplicações, funcionando mais ou menos como os pacotes IPs, que transportam qualquer tipo de coisa dentro deles e podem ser entendidos por todo mundo.

Aplicação de Acesso de LAN: tem a função de conectar o equipamento Bluetooth a uma rede LAN. É esta aplicação que torna o Bluetooth concorrente do padrão 802.11.

Aplicação de Rede Dial-Up: é a aplicação que motivou a existência do padrão, e tem a função de permitir que um computador, geralmente notebooks, se liguem a um telefone sem fio para que este faça uma ligação telefônica para a conexão com a internet.

Aplicação de Fax: tem a função de permitir o envio e recebimento de faxes. Nesta aplicação, o equipamento Bluetooth simula ser um fax para poder se comunicar com faxes reais.

Aplicação de Telefonia Sem Fio: tem a função de fazer a comunicação entre um telefone sem fio e sua base local.

Aplicação de Intercomunicação: tem a função de fazer com que dois telefones Bluetooth se comuniquem diretamente, sem uma ligação telefônica, como se fossem walktalkies.

Aplicação de Fone de Ouvido: permite a existência daqueles pequenos fones de ouvido sem fio que o pessoal anda usando aí pelas ruas, que se comunicam diretamente com o telefone sem a necessidade de fios.

Aplicação de Push de Objetos e de Transferência de Arquivos: estas duas aplicações têm a função de fazer o transporte de arquivos entre dois equipamentos, como por exemplo fotos, vídeos e arquivos de música. Não consegui descobrir a diferença entre os dois.

Aplicação de Sincronização: tem a função de sincronizar os dados existentes em dois equipamentos. Útil, por exemplo, para atualizar agendas e blocos de anotação.

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Links da Vovó:
- Índice de Artigos sobre Bluetooth
- Pilha de Protocolos
- O Modelo ISO OSI
- O Que é LAN
- O Modelo TCP/IP

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Você gosta do que eu escrevo? Meus artigos de ajudam de uma forma ou de outra? E você quer retribuir? Então dê uma passada no Submarino entrando pelos links aqui do Vovó Viu a Rede e compre alguma coisa que eu ganho uma comissão:

Fone de ouvido Bluetooth
Caixas de som Bluetooth
Robô Lego com comunicação Bluetooth com computador
Teclado e Mouse Bluetooth

Uma pergunta

Pergunto às minhas leitoras: vocês gostariam de ver por aqui questões de concursos resolvidas, com as respectivas explicações?

Se você lê o Vovó Viu a Rede via RSS ou se recebe por email, dê um pulinho no blog e deixe sua opinião nos comentários. A casa agradece.

Convite para Lançamento de Livro

Há vários meses eu li no Judão que a Editora Andross estava aceitando inscrições de crônicas e micro-contos para uma antologia. Eu mandei um texto para lá e fui selecionado. O livro terá textos de mais de 80 autores, cerca de 300 páginas e creio que vá custar entre R$ 20,00 e R$ 30,00.

Como o lançamento será no dia 31/05/2008, na Casa das Rosas, em São Paulo, das 16 às 19 horas, fica aqui o meu convite a todas as minhas leitoras que morem em Sampa ou que queiram dar um pulinho lá.

Pouco tempo depois do lançamento eu terei vinte exemplares nas minhas mãos para serem vendidos. As queridas leitoras que quiserem um, por favor me avisem para reservá-los desde já.

O que é Bluetooth?

No início da década de 90 começavam a aparecer nas ruas e nas mãos dos mais antenados e abastados os primeiros celulares e computadores portáteis. Com o passar do tempo, mais e mais aparelhos foram surgindo e a base de usuários começou a se expandir rapidamente, e surgiram a necessidade e os pedidos para interligar com facilidade estes equipamentos.

Daí, quatro fabricantes se reuniram para desenvolver uma tecnologia que pudesse proporcionar esta ligação, e sem usar fios. Os fabricantes? Eram quatro pequenos e desconhecidos jogadores deste grande jogo: IBM, Intel, Nokia e Toshiba.

Surgiu daí o Bluetooth, tecnologia que usa ondas de rádio de curto alcance para ligar os equipamentos, usado para fazer a comunicação entre celulares, fones de ouvido, notebooks e outros equipamentos, permitindo a troca de arquivos, sincronização de dados e transmissão de áudio, entre outras aplicações.

Com o tempo esta tecnologia se expandiu e começou a integrar funções que permitiam a criação de LAN's sem fio, tal qual o padrão IEEE 802.11. Como se não bastasse ser uma tecnologia concorrente, o Bluetooth ainda fez o favor de interferir nas comunicações dos equipamentos que seguiam o padrão IEEE 802.11.

Como o Bluetooth é gerido por um grupo de empresas, e por isso mesmo propenso a ter suas especificações e futuro definidas de acordo com os interesses delas, o IEEE resolveu desenvolver um padrão nos mesmos moldes, o IEEE 802.15. Espera-se que no futuro as duas especificações deixem de ser 'concorrentes', tendo pequenas diferenças que dificultam a integração total entre os equipamentos, e passem a integrar uma só.

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Leia mais:
Índice de Artigos sobre Bluetooth

A Camada física de redes MAN (IEEE 802.16)

As redes metropolitanas, MANs, utilizam uma faixa de ondas eletromagnéticas que tem um problema muito sério: o sinal perde a força muito rapidamente. E isso gera, de tabela, um outro problema, que é como garantir a mesma qualidade e confiabilidade de conexão para dois usuários distintos: um que está perto da estação base e outro que está distante.

Como forma de resolver isso, foram adotados três padrões de transmissão, cada um "colocando" a informação nas ondas de uma maneira diferente. Assim, todos os usuários passam a ter a conexão garantida. O único senão é o fato de que, quanto mais distante, menor será a velocidade da conexão.

O primeiro padrão de transmissão se chama Qam-64, usado para conectar usuários mais próximos, e pode alcançar velocidades de até 150 Mbps. O segundo é o Qam-16, para usuários em uma distância mediana, que alcança velocidades de até 100 Mbps. Por fim, o terceiro é o QPSK, para usuários mais distantes, alcançando velocidades de até 50 Mbps.

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Artigo do Vovó Viu a Rede:
O que é o padrão IEEE 802.16

Pedido de Ajuda (com Update)

Hoje vou fugir completamente do tema do blog para pedir a ajuda de vocês: estou participando de um concurso literário de votação popular e depois de uma semi-final eletrizante eu cheguei à final do dito cujo. Agora estou precisando desesperadamente de votos.

Peço então que votem no meu micro conto na final do campeonato:

Cliquem aqui e na página que abrir cliquem em Grupo 21 (fase III - FINAL) para ver as opções. Selecionem o meu e votem. Depois disso, mandem email para todo mundo, pedindo uma força. Esta votação vai até 15/04

Eu sei que tenho as leitoras mais maravilhosas das redondezas e vocês não vão me deixar perder esta, não é? Mais notícias vocês encontram no Sarcófago.

Vovó já votou várias vezes e agradece a quem votar também.

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O resultado já saiu e pode ser conferido lá no Sarcófago. Agradeço a todas as leitoras que carinhosamente depositaram o seu voto. Vocês são lindas.

Voltando à Ativa

Peço perdão às minhas fiéis leitoras por ter permanecido praticamente um mês sem publicar nada, mas é que andei muito ocupado com a reforma da minha casa e com a troca de emprego e daí não tive tempo para estudar nada.

Felizmente esta semana as coisas começaram a se aprumar e voltarei a ter tempo para ler meus livros e escrever os artigos, e o Vovó Viu a Rede voltará a ser atualizado.

Durante esta semana vou publicar alguns posts-índice para organizar o conteúdo que publiquei nos últimos meses e a partir da segunda feira que vem teremos artigos inéditos por aqui, começando pela tecnologia Bluetooth.

Agradeço a paciência e fidelidade de todas.

Curiosidade

Veja só como as coisas são bem pensadas: já que a maioria dos equipamentos de LANs sem fio são aparelhos móveis - celulares, notebooks, PDAs -, e todos eles são dependentes de baterias, nas configurações de rede em que há uma estação base que centraliza a comunicação entre os equipamentos, esta estação base tem a capacidade de colocar os equipamentos da rede em stand by, de forma a economizar a energia deles.

Vovó Responde

Recebi semana passada, no texto O que é LAN, um comentário do leitor João, no qual ele diz:

"Quer dizer então que ethernet é apenas uma LAN de topologia em barramento que transmite no padrão 802.3 para evitar colisões?"

Camarada João, antes de mais nada, obrigado por tomar o seu tempo escrevendo e perguntando. Sempre que isso acontece, sei que estou no caminho certo e que não estou gastando palavras como vento. Entre em contato sempre que quiser.

Agora, à sua pergunta. Parte dela afirma coisas certas, outras não. Você foi direto ao ponto quando disse que Ethernet é uma LAN de topologia em barramento. Simplesmente não há como ser mais sucinto.

Só cuidado para não confundir: toda rede que segue o padrão Ethernet é uma LAN, mas nem toda LAN segue o padrão Ethernet! Há LANs que seguem os padrões Bluetooth e WiFi, que são padrões completamente diferentes do Ethernet.

Seguindo em frente, você se equivoca com dois pontos: primeiro, o padrão Ethernet não transmite no padrão 802.3. Ethernet e padrão IEEE 802.3 são exatamente a mesma coisa, sem tirar nem pôr. Ethernet é tão somente um nome comercial, mais bonitinho de se falar do que um código numérico obscuro e enigmático.

Segundo: o padrão Ethernet permite o uso de vários protocolos diferentes, cada um trabalhando de forma diferente para organizar o acesso dos equipamentos ao cabo de comunicação. Alguns permitem colisão, outros não. Destes protocolos, posso destacar os da família CSMA e os WDMA.

Segue uma lista de artigos do Vovó Viu a Rede que entram em detalhes sobre estes protocolos:
O que são protocolos CSMA
Protocolos CSMA que permitem colisão
Protocolos CSMA livres de colisão
Protocolos WDMA

Finalmente, quem pergunta sou eu: entendeu melhor agora, colega?

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Outros artigos do Vovó Viu a Rede:
O Que é Topologia
O Que é ISO? O que é IEEE?

O que é o padrão IEEE 802.16

Cada vez mais, todos nós estamos ávidos por mais velocidade e mais qualidade em nossas conexões à internet, certo? Para aumentar a velocidade das nossas conexões, é preciso que as empresas estendam cabos e mais cabos pelas cidades até nossas casas.

Claro que isso é caro. Hoje em dia o que chega aqui em casa é um cabo de par trançado que vem do poste até o meu computador, mas e no dia em que a minha fome por velocidade aumentar ainda mais e seja necessário instalar cabos de fibra ótica? Isso não será nada bom para mim, pois o provedor vai querer repassar os custos da instalação. Imagine fazer isso então nas grandes cidades! Inviável, sem sombra dúvida.

Qual seria então a solução para isso, querida leitora? As conexões sem fio, oras. Muito mais barato que espalhar quilômetros de cabo pela cidade é instalar uma única antena no alto de um morro e colocar antenas na casa de todo mundo apontando para lá. E daí que, para lidar com este novo tipo de rede, foi criado o padrão IEEE 802.16, o padrão para redes sem fio banda larga, também conhecido como MAN (Metropolitan Area Network - Rede Metropolitana).

Talvez você vá pensar que criar um novo padrão para redes sem fio seja trabalho redundante já que o padrão IEEE 802.11 (LANs sem fio, WiFi) já existia, mas estes dois tipos de rede têm problemas diferentes. Veja abaixo alguns deles:

- LANs geralmente têm que lidar com estações que mudam de localização e devem estar subordinadas a estações base diferentes. Nas MANs os equipamentos conectados geralmente são fixos.

- Como as MANs abrangem áreas maiores, elas usam freqüências diferentes de ondas eletromagnéticas. Estas freqüências sofrem influências do ambiente, principalmente da água (leia-se conexão ruim em dia de chuva), e por isso são necessários mecanismos para garantir conexões mais estáveis e confiáveis. LANs não sofrem com isso.

- LANs normalmente estão em ambientes fechados, protegidas de acessos externos, e não se preocupam com segurança e privacidade. MANs têm que fornecer muita segurança.

Devido a estas e outras diferenças foi criado um novo padrão, que apesar de usar o mesmo meio de transmissão do IEEE 802.11, tem responsabilidades e trabalha de uma maneira bem diferente.

O que é Fast Ethernet e Ethernet de Gigabit

Fast Ethernet e Ethernet de Gigabit são avanços do padrão Ethernet, e seus nomes "científicos" são IEEE 802.3u e IEEE 802.3z. A base de ambos é praticamente a mesma das redes Ethernet originais, tendo sido mantida toda a estrutura dos quadros, assim como suas regras e procedimentos. A única mudança significativa é o aumento na velocidade, que é alcançado através de mudanças na maneira de "usar" os cabos de transmissão, além do uso de cabos mais novos.